Para que nossas novas geracoes sempre correguem a nossa lingua mae estamos trabalhando na contrucao de uma escola que tem o objetivo de ensinar Wixarika paras os jovens e todos aqueles que tem interesse em conhcer nossa lingua.
Nossa futura escola vai contar, a principio, com uma sala de aula e vai atender cerca de 20-25 alunos. Nossa equipe vai trabalhar com a relacao entre os mais novos e mais velhos de nossa comunidade, tendo como interacao a lingua e todos os aspectos culturais que nos une.
Nossa uniao interacao nao vai se dar somente com a nossa escola, mas tambem por meio de nosso Centro Creimonial, que sera finalizado, e vai ser espaco de ensino e realizacao de todas as nossas cerimonias, que para alem da lingua tambem faz parte da tradicao do nosso povo.
Na comunidade de Wixarika, na propriedade de Don Chabelo, o projeto Maxa Yuavi vai receber uma escola que vai contar com dois predios principais: uma sala de aula e um Centro Cerimonial. A sala de aula tera aproximadamente 25m₂ e vai receber ate 20 alunos por aula.
Ja o Centro Cerimonial esta em inicio de contrucao e precisa ser finalizado, esse que tem o formado redondo vai ser o espaco das trocas culturais em realcao as cerimonias e tambem vai receber ate 20 pessoas por sessao. Esse espaco vai ser usado nao so para o aprendizado, mas tambem para as cerimoniais, esses sagrados, tradicionais e costumes, alem das necessidades que a comunidade venham apresentar.
Jose Isabel de La Cruz, conhecido como Don Chabelo, eh um homem incrível, com uma grande sabedoria. Ele desde jovem eh reconhecido por sua comunidade como curador, um mestre e professor, que tem trabalhado em prol da comunidade e dos jovens.
Chabelo tem viajado transmitindo seus ensinamentos, conhecimento, sabedoria e cultura. Seus ensinamentos abrem as portas para uma perspectiva mais ampla sobre as delicadas interconexões e complexidades entre a humanidade, a agricultura indígena, a flora e a fauna.
Don Chabelo tem sido convidado a falar em muitas ocasiões e em muitas comunidades indígenas, universidades extrangeiras e nas comunidades latino-americanas. Sempre compartilhando seus conhecimentos sobre etno biologia, botânica, sustentabilidade, tradição e conexão da humanidade com a terra, animais e plantas. Tem explicado sobre o ritual de semear a semente sagrada, bem como a ética tradicional e a moral por trás da coexistência com a terra, a sabedoria natural, a agricultura, a cultura tradicional e a medicina indígena.
Ele foi palestrante na conferência internacional de etno-biologia latino-americana realizada nas Américas, onde anciãos e representantes de comunidades indígenas da América Central e Latina se reuniram com agricultores, grupos de permacultura, cientistas ambientais, antropólogos e outras pessoas interessadas em discutir uma variedade de tópicos relacionados à proteção ambiental, cuidados e manejo da terra, mudanças climáticas, estratégias de permacultura, cultura e formas tradicionais de cultivo.
Don Chabelo é um dos poucos que anida sabe sobre a antiga Antropologia e Arqueologia do Wixarika do México e é muito procurado por antropólogos para responder perguntas sobre estudos e descobertas que os antropologos realizam. Já foram publicados livros e artigos sobre ensinamentos e informações fornecidos por Don Chabelo sobre a cultura e a arte Wixarika, que estão atualmente sendo estudadas em universidades no Canadá.
O território tradicional do povo Wixarika se estende pelas principais cordilheiras do oeste de Sierra Madre, no estado de Jalisco, Nayarit, Zacatecas e Durango, no México.
Os Wixáritari estão com sua antiga espiritualidade, tradições culturais e idioma sob grave ameaça de extinção. Wixárika é uma linguagem musical com morfologia complexa (particularmente em seus longos verbos aglutinantes). Os Wixáritari mantiveram-se totalmente fiéis as suas crenças, mesmo em meio a essa moderna era tecnológica em que estão imersos. Eles lutam todos os dias contra as adversidades, tentando preservar suas roupas, seus rituais, história, linguagem, arte e esse lugar sagrado conhecido como Wirikuta.
Agora sob ameaça de atividades de mineração por parte de companhias estrangeiras, incluindo uma mina de prata de lixiviação de cianeto a céu aberto, operada pela empresa canadense First Majestic Silver Corp.
O isolamento da cultura de massa e da moderna sociedade de consumo ajudou os Wixáritari a preservar a pureza de sua raça, seus costumes, tradições e festivais, sua própria organização social e sua arte característica e peculiar. Os Wixarika continuam a manter o costume de completar uma peregrinação anual a Wirikuta para honrar as quatro direções cardeais sagradas e passar suas tradições para as próximas gerações. Existem quatro divindades principais: a trindade do Milho, o Veado Azul, o Peyote e a Águia, que descendem de Tao Jreeku, seu Deus Sol, criador de todos os seres existentes na Terra.
As cores usadas na arte de Wixarika carregam muito simbolismo. Por exemplo, o azul significa água ou chuva e está associado ao lago Chapala que fica ao sul. O preto simboliza a morte e está ligado ao Oceano Pacífico ao oeste. O vermelho, a cor da mãe, é geralmente reservado para lugares sagrados como o Wirikuta no leste. Branco (nuvens) está associado ao norte.
Infelizmente, existe uma pressão para a assimilação e modernização do povo Wixáritari, com a combinação de muitas questões sociais enfrentadas que incluem: o deslocamento, evangelismo, cristianismo e inúmeras religiões cristãs atraindo as pessoas nas comunidades para deixar tradições culturais e se juntarem a novas crenças. Além disso, tem-se a pobreza, o desemprego, a exploração e a luta entre a educação e a cultura modernas; as tecnologias modernas e as tendências sociais estão exercendo uma pressão extrema sobre essa cultura antiga.
Os jovens estão começando a perder o interesse por sua própria cultura. Uma das principais crises enfrentadas é que os jovens não estão mais falando sua língua tradicional. O que pode acarretar na perca desse conhecimento milenar.